SEJAM MUITO BEM VINDOS E BEM VINDAS!

COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA O SERVIÇO DA CARIDADE DISCUTE LINHA DE TRABALHO PARA O QUADRIÊNIO

Comissão discute linha de trabalho e projetos para o quadriênio
comissao_caridade_reuniaoA Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, se reuniu nesta terça-feira, 4, na sede da Conferência, em Brasília. O encontro teve por objetivo esclarecer aos novos membros o significado do grupo e de seus trabalhos para a Igreja e para a sociedade brasileira. “Quisemos com esta reunião, a segunda após a 49ª Assembleia Geral da CNBB, esclarecer que a Comissão é o espírito da promoção da caridade, da justiça e da paz através das pastorais sociais”, explicou o presidente da Comissão, dom Guilherme Werlang.
A reunião aconteceu para situar os novos membros dos trabalhos desenvolvidos pela Comissão. “As questões sociais são urgentes em nosso país e é nossa intenção não trabalhar isoladamente. Ao todo são mais de 20 pastorais sociais e algumas delas, como a Pastoral da Mobilidade Humana, tem mais oito pastorais só nesse aspecto de mobilidade, que somam com mais umas 30 pastorais sociais que são presença junto aos pobres, aos excluídos e àqueles que não têm voz e vez”, frisou o bispo.
Ainda de acordo com dom Guilherme, foi pauta da reunião, destacar os horizontes das pastorais sociais aos membros da Comissão. “Nós enquanto pastores, devemos estar junto desse rebanho mais fraco, como diz o Evangelho do Bom Pastor; trabalhar juntos e em comunhão ouvindo dos bispos as angústias e os clamores que nós devemos celebrar e acalentar no povo brasileiro”, completou dom Guilherme.
O bispo comentou algumas das metas que deverão ser trabalhadas nos próximos anos com as pastorais sociais de todo o Brasil. “Temos como meta ampliar nos Regionais a presença dos bispos junto às pastorais sociais, para que ao longo do quadriênio possamos uma ou duas vezes encontrar esses bispos em prol da comunhão”.
De acordo com o membro da Comissão e bispo de Balsas (MA), dom Enemésio Angelo Lazzaris, foram temas da reunião também a 5ª Semana Social Brasileira, o tráfico de pessoas e o trabalho escravo, estas duas últimas pautas que devem ser propostas para as próximas abordagens da Campanha da Fraternidade de 2014 ou 2015. “No dia 11 tivemos o Seminário em Brasília sobre a 5ª Semana Social Brasileira que já está em andamento (2011/2012/2013) e também o tráfico de pessoas e o trabalho escravo com a proposta para que nas próximas campanhas da fraternidade esse tema seja tratado”, sublinhou.
Participaram da reunião além dos bispos Guilherme Werlang e Enemésio Lazzaris, o bispo auxiliar de Fortaleza (CE), dom José Luiz Ferreira Sales; o bispo de Roraima (RR), dom Roque Paloschi; e o bispo de Três Lagoas (MS), dom José Moreira. Também marcaram presença o assessor da Comissão, padre Ari Antônio dos Reis; o secretário executivo do Mutirão para a Superação da Miséria e da Fome da CNBB e articulador nacional da 5ª Semana, padre Nelito Dornelas e a secretária da Comissão, irmã Magnólia Santos.

Romaria da Juventude celebra 15 anos em sintonia com Jornada Mundial da Juventude 2013

 

Romaria da Juventude celebra 15 anos em sintonia com Jornada Mundial da Juventude 2013


 

O setor de Juventude da Diocese de Mossoró realiza, desde 1996, a Romaria da Juventude, evento que marca uma forte mobilização da classe juvenil católica em nossa região. Esse ano, a Romaria completa 15 anos e deve reunir cerca 4 mil jovens no Santuário do Lima, em Patu. Além de celebrar o aniversário da Romaria, o evento comemora também a participação de mais 40 jovens da Diocese na da Jornada Mundial da Juventude, em Madri, e a escolha do Brasil como sede da JMJ, em 2013. Mas, a Romaria quer também refletir e denunciar a violência e situação de morte vivida por uma parte da juventude potiguar e anunciar sinais de vida, em prol da transformação da realidade juvenil no Rio Grande do Norte e no mundo.
Para tornar todo este momento num grande fator de mobilização social, o Setor de Juventude convoca todos os jovens homens e mulheres a se fazer presente no dia 30 de outubro na 15ª Romaria da Juventude no Santuário do Lima, em Patu. Fica , então, o convite: Mochila nas costas e toda vontade no coração de contribuir para um mundo sem violência e de muito respeito ao próximo. Bote fé, Juventude Potiguar !

PROTOMÁRTIRES DO RN

Protomártires do Brasil E do RN

3 de Outubro


Protomártires do Brasil Dentro da conturbada invasão dos holandeses no nordeste do Brasil, encontram-se os dois martírios coletivos: o de Cunhaú e o de Uruaçu. Estes martírios aconteceram no ano de 1645, sendo que o Pe. André de Soveral e Domingos de Carvalho foram mártires em Cunhaú e o Pe. Ambrósio Francisco Ferro e Mateus Moreira em Uruaçu; dentre outros.

No Engenho de Cunhaú, principal pólo econômico da Capitania do Rio Grande (atual estado do Rio Grande do Norte), existia uma pequena e fervorosa comunidade composta por 70 pessoas sob os cuidados do Pe. André de Soveral. No dia 15 de julho chegou em Cunhaú Jacó Rabe, trazendo consigo seus liderados, os ferozes tapuias, e, além deles, alguns potiguares com o chefe Jerera e soldados holandeses. Jacó Rabe era conhecido por seus saques e desmandos, feitos com a conivência dos holandeses, deixando um rastro de destruição por onde passava.

Dizendo-se em missão oficial pelo Supremo Conselho Holandês do Recife, convoca a população para ouvir as ordens do Conselho após a missa dominical no dia seguinte. Durante a Santa Missa, após a elevação da hóstia e do cálice, a um sinal de Jacó Rabe, foram fechadas todas as portas da igreja e se deu início à terrível carnificina: os fiéis em oração, tomados de surpresa e completamente indefesos, foram covardemente atacados e mortos pelos flamengos com a ajuda dos tapuias e dos potiguares.

A notícia do massacre de Cunhaú espalhou-se por todo o Rio Grande e capitanias vizinhas, mesmo suspeitando dessa conivência do governo holandês, alguns moradores influentes pediram asilo ao comandante da Fortaleza dos Reis Magos. Assim, foram recebidos como hóspedes o vigário Pe. Ambrósio Francisco Ferro, Antônio Vilela, o Moço, Francisco de Bastos, Diogo Pereira e José do Porto. Os outros moradores, a grande maioria, não podendo ficar no Forte, assumiram a sua própria defesa, construindo uma fortificação na pequena cidade de Potengi, a 25 km de Fortaleza.

Enquanto isso, Jacó Rabe prosseguia com seus crimes. Após passar por várias localidades do Rio Grande e da Paraíba, Rabe foi então à Potengi, e encontrou heróica resistência armada dos fortificados. Como sabiam que ele mandara matar os inocentes de Cunhaú, resistiram o mais que puderam, por 16 dias, até que chegaram duas peças de artilharia vindas da Fortaleza dos Reis Magos. Não tinham como enfrentá-las. Depuseram as armas e entregaram-se nas mãos de Deus.

Cinco reféns foram levados à Fortaleza: Estêvão Machado de Miranda, Francisco Mendes Pereira, Vicente de Souza Pereira, João da Silveira e Simão Correia. Desse modo, os moradores do Rio Grande ficaram em dois grupos: 12 na Fortaleza e o restante sob custódia em Potengi.

Dia 2 de outubro chegaram ordens de Recife mandando matar todos os moradores, o que foi feito no dia seguinte, 3 de outubro. Os holandeses decidiram eliminar primeiro os 12 da Fortaleza, por serem pessoas influentes, servindo de exemplo: o vigário, um escabino, um rico proprietário.

Foram embarcados e levados rio acima para o porto de Uruaçu. Lá os esperava o chefe indígena potiguar Antônio Paraopaba e um pelotão armado de duzentos índios seus comandados. Repetiram-se então as piores atrocidades e barbáries, que os próprios cronistas da época sentiam pejo em contá-las, porque atentavam às leis da moral e modéstia.

Um deles, Mateus Moreira, estando ainda vivo, foi-lhe arrancado o coração das costas, mas ele ainda teve forças para proclamar a sua fé na Eucaristia, dizendo: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento".

A 5 de março de 2000, na Praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa João Paulo II beatificou os 30 protomártires brasileiros, sendo 2 sacerdotes e 28 leigos beatificados.


Protomártires do Brasil, rogai por nós!

CAMPANHA MISSIONÁRIA 2011 - "MISSÃO NA ECOLOGIA"

mesacentro_cm“A Campanha Missionária deste ano nos conscientiza de que é preciso cuidar do planeta que Deus deixou a todos nós. A ligação ‘Missão na Ecologia’ vem justamente reafirmar a importância de cuidar da mãe terra para a sobrevivência da humanidade”.
dom_sergiodoisA afirmação acima é do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio Braschi, durante a coletiva de imprensa que lançou a Campanha Missionária de 2011, na tarde desta quarta-feira, 21, na sede nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) em Brasília.
De acordo com dom Sérgio, a Campanha sugere uma mudança de atitude e de comportamento para que possamos viver de maneira saudável no planeta. “Estamos numa sociedade globalizada em que o materialismo às vezes prevalece e com isso a ganância do ser humano para explorar os bens da natureza que faz com que se esgotem os seus mecanismos de sobrevivência para todos nós”, exortou.
altevir_trescoletivacmPara o secretário executivo do Conselho Missionário Nacional (Comina) e assessor nacional da Comissão para a Animação Missionária da CNBB, padre José Altevir da Silva, o mês de outubro não deve limitar a dimensão missionária. Segundo ele, é o momento para dar visibilidade à dimensão missionária da Igreja que deve preencher de maneira integral a vida dos cristãos batizados. “Outubro não é o mês missionário, todos os dias da vida são missionários. Outubro vem apenas para fortalecer e dar visibilidade às atividades missionárias da Igreja e por isso devemos viver oportunamente nas comunidades a essência missionária desenvolvida pela Campanha Missionária através da temática proposta a cada ano”, disse.
Padre Altevir explicou ainda como se dá a ligação entre missão e ecologia, tema da campanha deste ano. “A primeira razão é que como batizado você é missionário e tem total responsabilidade sobre a obra da criação; por isso, deve lutar em defesa da vida do planeta”. Continuou: “Segundo porque todos os anos a Campanha Missionária se liga diretamente à Campanha da Fraternidade que este ano trouxe o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, portanto, como cristãos, quando falamos em missão temos que olhar de maneira integral para a vida valorizando a criação de Deus”, justificou.
Materiais
coletivacamilodoiscampanha_missionariaO diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti, também frisou a importância da Campanha Missionária e seus subsídios para a vivência de maneira concreta do mês missionário nas comunidades. “Enviamos gratuitamente vários materiais que contêm experiências, informações, reflexões e dados que nos ajudam na vivência e conscientização da Campanha Missionária”, disse. O diretor comentou que, ao todo, foram enviados este ano à Igreja no Brasil cerca de 50 toneladas de material, o que significa em números 20 mil DVDs, 150 mil novenas missionárias, 150 mil cartazes, 10 milhões de folhetos e 12 milhões de envelopes para o gesto concreto.
Comentou que a resposta positiva do envio desses materiais tem surpreendido a cada ano. “No Brasil essa coleta tem crescido. De 2009 a 2010 houve um acréscimo de quase 35%. No ano passado a Campanha teve uma arrecadação de mais de 7 milhões de reais em doações pela Igreja no Brasil. Na Assembleia Geral das POM de todo o mundo, que acontece anualmente em Roma, este ano realizado no último mês de maio, fomos lembrados como exemplo a ser seguido de animação missionária e crescimento na coleta. Em outros países, por exemplo, da Europa e Estados Unidos essa contribuição tem diminuído. A coleta é importante porque depois é distribuída para países principalmente do continente africano que precisam de mais ajuda para a continuação da evangelização”, concluiu.
A missão na Igreja
Dom Sérgio Braschi lembrou que esse dinheiro ajuda substancialmente na evangelização missionária além-fronteiras. Destacou projetos da Igreja do Brasil em outros países como Haiti e também do projeto das igrejas irmãs desenvolvido em várias dioceses do país. “A Igreja no Brasil mantem uma comunidade de religiosas que trabalham com o povo pela reconstrução do país que já era o mais pobre das Américas e que depois teve sua situação agravada com o terremoto do ano passado”. Da mesma forma, “temos também a ação das igrejas irmãs, trata-se de parcerias entre dioceses, que enviam e acolhem agentes de pastoral para que a fraternidade, a solidariedade e o espírito missionário se concretizem de fato”, completou o bispo.
Além desses projetos citados, que têm parceria das Pontifícias Obras Missionárias, o dinheiro arrecadado é enviado para o Fundo Mundial de Solidariedade em Roma. De lá é enviado para projetos como a sustentação de dioceses, abertura e manutenção de seminários, financiamento de obras sociais, assistência aos missionários em todo o mundo.

FONTE: CNBB

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