SEJAM MUITO BEM VINDOS E BEM VINDAS!

ANO SACERDOTAL



Celebramos na Sexta-feira, dia 19 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Jornada Mundial de Orações pela santificação dos sacerdotes. Neste ano o Santo Padre Bento XVI, "visando a favorecer a tensão dos Sacerdotes para a perfeição espiritual da qual sobretudo depende a eficácia do seu ministério" anunciou um especial "Ano Sacerdotal", que terá início dia 19 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, para se concluir na mesma data do ano 2010.Comemora-se, de fato, o 150° aniversário da morte do Santo Cura de Ars, João Maria Vianney, verdadeiro exemplo de Pastor a serviço do rebanho de Cristo.

Assim estaremos realizando :

ABERTURA DO ANO SACERDOTAL.Santa Missa concelebrada às 17 horas.Santuário do Sagrado Coração de Jesus- sexta-feiraConvocamos a todos os sacerdotes diocesanos e religiosos em nossa Diocese, com os fiéis religiosos e leigos representantes das comunidades, para participar deste momento tão significativo em que nos uniremos como Igreja Particular a todas as Igrejas na comunhão com o Papa para pedir ao Senhor pela santidade dos sacerdotes. Neste sentido se orienta também o título, muito bem escolhido pelo Santo Padre para o mencionado Ano: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote", indicando a primazia absoluta da graça, "Nós amamos porque Deus nos amou primeiro" (l João 4,19) e, ao mesmo tempo, a indispensável e sincera adesão da liberdade amante, sempre lembrando que o nome do amor, no tempo, é "fidelidade"!

Dom Mariano Manzana
Bispo Diocesano

AGRADECIMENTO

AGRADEÇO AOS(AS) QUERIDOS(AS) ACOMPANHATES DESTE BLOG:

- FRANCIELDA GUIMARÃES;

- CAPELA DE SÃO FRANCISCO DO ABOLIÇÃO III DE MOSSORÓ;

- JOSÉLIA CORINGA;

- WANDERLEY MENDES;


E É CLARO A TODOS QUE DIARIAMENTE VISITAM ESTA PÁGINA.


DEUS ABENÇOE A TODOS(AS)!
18 de junho de 2009 — Quinta-feira
11a Semana Comum
Divina Misericórdia – 1bis

(Cor Verde ou Branca)


A oração do Pai-Nosso, que Jesus ensinou aos discípulos e a nós, é ao mesmo templo simples, singela e profunda. Leva-nos à intimidade do Pai. Jesus, nessa oração, dá-nos o jeito do Reino: Santificar o Nome de Deus, reconhecer e viver a presença do Reino; e ainda nos mostra as necessidades principais de nossa vida: pão, perdão, proteção divina. Aprendamos, pois, a rezar do jeito de Jesus, bendizendo o Pai do céu, procurando cumprir sua vontade e suplicando sua misericórdia para o mundo.

Deus nos fala

O apóstolo dedica-se gratuitamente ao anúncio do evangelho, e de modo algum quer ser um peso para a Comunidade. A oração verdadeira leva-nos à Aliança com o Pai, que se revelou em Jesus, e ao cumprimento do que Ele nos ensinou.


Primeira Leitura (2Cor 11,1-11)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos, 1oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. 3Porém, receio que, como Eva foi enganada pela esperteza da serpente, também vossos pensamentos se corrompam, afastando-se da simplicidade e purezas devidas a Cristo: 4De fato, se aparece alguém pregando outro Jesus, que nós não pregamos, ou prometendo um outro Espírito, que não recebestes, ou anunciando um outro evangelho, que não acolhestes, vós o suportais de bom grado. 5No entanto, entendo que em nada sou inferior a esses “superapóstolos"! 6Mesmo que eu seja inábil na arte de falar, não o sou quanto à ciência: eu vo-lo tenho demonstrado em tudo e de todas as maneiras. 7Acaso cometi algum pecado, pelo fato de vos ter anunciado o evangelho de Deus gratuitamente, humilhando-me a mim mesmo para vos exaltar? 8Para vos servir, despojei outras Igrejas, delas recebendo o meu sustento. 9E quando, estando entre vós, tive alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindos da Macedônia supriram as minhas necessidades. Em todas as circunstâncias, cuidei – e cuidarei ainda – de não ser pesado a vós. 10Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, essa minha glória não me será arrebatada nas regiões da Acaia. 11E por quê? Será porque eu não vos amo? Deus o sabe!

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.


Responsório (Sl 110)

— Vossas obras, ó Senhor, são verdade e são justiça.
— Vossas obras, ó Senhor, são verdade e são justiça.
— Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!
— Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas.
— Suas obras são verdade e são justiça, seus preceitos, todos eles, são estáveis, confirmados para sempre e pelos séculos, realizados na verdade e retidão.


Aclamação

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Abba! Pai!


Evangelho (Mt 6,7-15)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7"Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O QUE UM PAPA PEDE NA ORAÇÃO?

A Oração do Papa

Entrevistador:O que é que o Papa pede na oração?

Resposta do Papa João Paulo II:
As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje constituem o objeto de oração do Papa.
Evangelho quer dizer boa-notícia, boa-nova, e a Boa-nova é sempre um convite à alegria. O que é o Evangelho? Uma vigorosa afirmação do mundo e do homem, porque é a revelação da verdade sobre Deus. Deus é a primeira fonte de alegria e de esperança do homem.
Evangelho é, antes de mais nada, a alegria da criação. Deus que, ao criar, vê que aquilo que cria é bom (Gn 1,1-25), é fonte de alegria para todas as criaturas, e em sumo grau para o homem. Deus parece estar dizendo ao mundo criado por Ele: "É bom que tu existas!" E esta sua alegria se transmite especialmente mediante a Boa-nova, segundo a qual o bem no mundo é maior que todo mal que nele existe. O mal, com efeito, não é nem fundamental, nem definitivo.
A criação foi entregue e confiada como tarefa ao homem que constitua para ele não uma fonte de sofrimento, mas o fundamento de uma existência criativa no mundo. Um homem quando crê na essencial bondade das criaturas, pode descobrir todos os segredos da criação para continuamente aperfeiçoar a obra que lhe foi confiada por Deus.
Para quem acolhe a Revelação, e em particular o Evangelho, para este deve ficar bem claro que é melhor existir do que não existir. E por isso, no horizonte do Evangelho não há espaço para nenhum nirvana, para nenhuma apatia ou resignação. Há, porém, um grande desafio a aperfeiçoar: aquilo que foi criado (tanto a si mesmo como ao mundo).
Esta alegria essencial da criação é por sua vez completada pela alegria da salvação, pela alegria da redenção. O Evangelho é, antes de tudo, uma imensa alegria pela salvação do homem. O Criador do homem é também o seu Redentor. A salvação não só enfrenta o mal em todas as formas que assume no mundo, mas proclama a vitória sobre o mal: "Eu venci o mundo", diz Cristo (Jo 16,33).
Motivo da nossa alegria é, portanto, possuir a força para vencer o mal e acolher a filiação divina que constitui a essência da Boa-nova. Este poder Deus dá ao homem em Cristo (Jo 3,17). A obra da redenção é a elevação da obra da criação a um novo nível. O que foi criado é perpassado por uma santificação redentora, ou melhor ainda, por uma divinização: o mundo criado é como que atraído para a órbita da divindade e da vida íntima de Deus. Nesta dimensão é derrotada a força destruidora do pecado. "Morte, onde está a tua vitória?", pergunta o Apóstolo com os olhos fitos no Cristo Ressuscitado (1Cor 15,55).
O Papa, testemunha de Cristo e ministro da Boa-nova, é por isso mesmo homem de alegria e homem de esperança, homem desta fundamental afirmação do valor da existência, do valor da criação e da esperança na vida futura. Não se trata nem de alegria ingênua, nem de esperança vã. A alegria da vitória sobre o mal não ofusca a realística consciência da existência do mal no mundo e no homem. Ao contrário, chega a aguçá-la. O Evangelho ensina, segundo Paulo, que "se pode e se deve vencer o mal com o bem" (Rm 12,21).
Se a moral cristã busca com tanta decisão os valores mais altos, se comporta uma tão universal afirmação do bem, nem por isso deixa de ser também extraordinariamente exigente. O Bem, com efeito, não é fácil, é sempre aquele "caminho estreito" de que fala Cristo no Evangelho (Mt 7,14). Portanto, a alegria do bem e a esperança do seu triunfo, no homem e no mundo, não excluem o temor por este bem, pela decepção desta esperança.
Sim, o Papa, como qualquer cristão, deve ter uma consciência clara dos perigos a que está sujeita a vida do homem neste mundo e o seu futuro no tempo, como também o seu futuro final, eterno, escatológico. Mas a consciência desses perigos não gera pessimismo, e sim estimula apenas a lutar pela vitória do bem em todas as dimensões. E é justamente deste combate pela vitória do bem no homem e no mundo que nasce a necessidade de rezar.
A oração do Papa tem uma dimensão particular. A solicitude por todas as Igrejas impõe todo dia ao Pontífice que peregrine pelo mundo inteiro com a oração, com o pensamento e com o coração. Neste sentido, vê-se o Papa chamado a uma oração universal, na qual a solicitude por todas as Igrejas (2Cor 11,28) lhe permite expor diante de Deus todas as alegrias e as esperanças e, ao mesmo tempo, as tristezas e as preocupações que a Igreja compartilha com a humanidade contemporânea.
Poder-se-ia falar igualmente da oração do nosso tempo, da oração do século XX. O ano 2000 assinala uma espécie de desafio. Deve-se contemplar a imensidade do bem que surgiu do mistério da Encarnação do Verbo e, ao mesmo tempo, não esquecer o mistério do pecado, que se expande continuamente. Esta profunda verdade prova o quanto a oração é necessária para o mundo e para a Igreja. Ela constitui o modo mais simples para tornar presente no mundo Deus e seu amor salvador. Deus confiou aos homens sua própria salvação, confiou aos homens a Igreja e, na Igreja, toda a obra salvadora de Cristo. Deus confiou todos a cada um e cada um a todos. Esta retomada de consciência deve encontrar eco na oração da Igreja e do Papa.
A Igreja reza para que, em todo mundo, se cumpra a obra da salvação através de Cristo. Reza para poder, ela mesma, viver constantemente entregue à missão recebida de Deus. Rezam, portanto, a Igreja e o Papa pelas pessoas às quais esta missão deve ser confiada de modo particular, rezam pelas vocações: não apenas sacerdotais e religiosas, mas também pelas muitas vocações à santidade entre o povo de Deus.
A Igreja reza pelos sofredores. O sofrimento, com efeito, é sempre uma grande provação, não só das forças físicas, mas também das espirituais. A verdade paulina sobre a necessidade de "completar os sofrimentos de Cristo" (Cl 1,24) é parte do Evangelho. Mas o homem não pode cruzar o limiar dessa verdade se não for atraído pelo Espírito Santo. A oração pelos sofredores e com os sofredores é, portanto, uma especial parte deste grande grito que a Igreja e o Papa elevam ao Céu com o Cristo. É o grito pela vitória do bem ainda que através do mal, através do sofrimento, através da corrupção e da injustiça humana.
Enfim, a Igreja reza pelos defuntos, e esta oração diz muita coisa sobre a realidade da própria Igreja. Diz que a Igreja permanece em esperança da vida eterna. Ela é uma espécie de luta com a realidade da morte e da destruição, que pesam sobre a existência do homem na Terra. Ela é e sempre será uma particular revelação da Ressurreição.
A oração é procura de Deus, mas é também revelação de Deus. Através da oração Deus Se revela como Criador e Pai, como Redentor e Salvador, como Espírito que "esquadrinha tudo, até as profundezas de Deus" (1Cor 2,10) e, antes de nada, "os segredos dos corações humanos" (Sl 43(44),22). Através da oração Deus se revela, antes de tudo, como Misericórdia, ou seja, Amor que vem ao encontro do homem sofredor, Amor que ampara, soergue, convida à confiança. Um homem que reza professa esta verdade e, em certo sentido, torna presente Deus, que é Amor Misericodioso no seio do mundo.

João Paulo II Livro: Cruzando o Limiar da Esperança
Uma entrevista com o Papa João Paulo II

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