SEJAM MUITO BEM VINDOS E BEM VINDAS!

REFLEXÃO DO DIA: O POTE

O Pote

Certa vez, o mestre pegou um pote de barro, chamou seu discípulo e colocou algumas pedras muito grandes dentro do pote e perguntou ao discípulo: - Está cheio? E o discípulo respondeu: - Sim
O mestre pegou uma sacolinha cheia de pedregulhos e a virou dentro do pote e tornou a perguntar ao seu discípulo: - E agora, o pote está cheio? E o discípulo respondeu com firmeza: - Sim, mestre. Desta vez o pote está totalmente cheio.
O mestre então pegou uma lata de areia e a derramou dentro do pote. A areia preencheu os espaços entre as pedras grandes e os pedregulhos. Após o mestre encher o pote com a areia até o topo, o discípulo afoito disse: - Pronto! Agora acabou, mestre. Não é possível colocar mais nada neste pote. O mestre respondeu com um sorriso e virou um copo d'água dentro do pote de barro. A água encharcou e saturou a areia.
Depois disso, o mestre pegou um novo pote vazio e pediu que o discípulo repetisse a experiência, só que desta vez na ordem inversa dos elementos. O discípulo começou colocando a água, depois areia, depois os pedregulhos e por último tentou colocar as pedras grandes, mas estas já não couberam no vaso, pois boa parte havia sido ocupada com coisas menores.
O mestre então se dirigiu ao discípulo e concluiu a lição:- O pote de barro é a nossa vida. A nossa disponibilidade de tempo é o que cabe dentro do nosso pote. As pedras grandes são as coisas realmente importantes da sua vida: o seu crescimento pessoal e espiritual e seus relacionamentos com a família e amigos. Se você der prioridade a isso e se mantiver aberto para o novo, as demais coisas se ajustarão por si só: seus afazeres com a profissão, seus bens e direitos materiais, seu lazer e todas as demais coisas menores que completam a vida. No entanto, se você preenche sua vida com coisas pequenas, as coisas realmente importantes nunca terão espaço em sua vida.
Nesta experiência vimos que o tempo é, antes de tudo, uma questão de prioridades, de saber o que vem em primeiro lugar. Muitas vezes perdemos a nossa saúde para ter mais dinheiro, para depois perder o dinheiro para ter mais saúde.
Adicionamos dias à extensão de nossas vidas, mas esquecemos de adicionar vida à extensão dos nossos dias. Engolimos os fatos da vida da mesma forma que engolimos o alimento no horário de almoço. Precisamos aprender a saborear a vida.
Viver é saber transformar os pequenos instantes em grandes momentos. A felicidade não é um destino, é uma caminhada. Caminhando pela vida entre as coisas que passam é que vamos aprendendo a abraçar as coisas que não passam.
Seja o dono do seu pote e o transforme em um pote de felicidade. Pois hoje você é, mais do que nunca, o dono do seu pote, o dono da sua história, o dono da sua vitória.

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

14 de junho de 2009 — Domingo

11º Domingo do Tempo Comum

(Cor Verde)


O REINO CRESCE SILENCIOSAMENTE ENTRE NÓS!


Jesus falava ao povo usando parábolas. Elas são pequenas estórias, como a da semente, que ajudavam o povo a compreender a presença do Reino. Deste modo Jesus plantava no coração humano a verdade do Reino. Construir o Reino, em comunidade, é missão de todos que acolhem a Palavra de Deus e se colocam no seguimento de Jesus Cristo. Perguntemo-nos, pois, se nós, que hoje ouvimos sua Palavra, deixamo-nos tocar por ela. Ninguém faz o trigo crescer puxando sua folha. Portanto, para que o Reino cresça entre nós, precisamos abrir nossa existência a Cristo e acolher sua verdade.



LITURGIA DA PALAVRA

Deus nos fala

É o Senhor quem agora nos fala do ramo de cedro que foi transplantado e cresceu nas terras de Judá. Assim é o Reino que, semeado entre nós pelo Cristo, vai crescendo e tornando-se uma árvore. Mas o amor e a verdade do Reino não crescem no coração fechado e que não acolhe a verdade de Cristo. Com sincera abertura de alma e de acolhimento, escutemos o Senhor nosso Deus.


Primeira Leitura (Ez 17,22-24)

Leitura da Profecia de Ezequiel:
22Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


Responsório (Sl 91)

— Como é bom agradecermos ao Senhor!
Como é bom agradecermos ao Senhor!
— Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor / ao Deus altíssimo! / Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel, / a noite inteira.
— O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão.
— Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva / e de folhas verdejantes; e dirão: / “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, / não existe nele o mal!”


Segunda Leitura (2Cor 5,6-10)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 6Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa — prêmio ou castigo — do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus!


Aclamação

— Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia! (bis)
1. Vem abrir nosso coração, Senhor!/ ó Senhor, abre o nosso coração,/ e, então, da palavra do teu Filho,/ vamos ter, ó Senhor, compreensão! (bis)


Anúncio do Evangelho (Mc 4,26-34)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo,
26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra.
27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo?
31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra.
32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam com­preender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!


Profissão de Fé

Creio em Deus Pai todo-poderoso,/ criador do céu e da terra./ E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,/ que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;/ nasceu da Virgem Maria;/ padeceu sob Pôncio Pilatos,/ foi crucificado, morto e sepultado./ Desceu à mansão dos mortos,/ ressuscitou ao terceiro dia,/ subiu aos céus;/ está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,/ donde há de vir a julgar os vivos e os mortos./ Creio no Espírito Santo;/ na Santa Igreja Católica;/ na comunhão dos santos;/ na remissão dos pecados;/ na ressurreição da carne;/ na vida eterna. Amém.


Preces dos Fiéis

— É preciso agradar a Deus pela prática do bem e da caridade. Na certeza de que o Senhor fará germinar em seu povo sua verdade, façamos nossas súplicas, clamando:
Fazei-nos, Senhor, construtores de vosso Reino!
1. A SEMENTE do Reino continua a ser semeada entre nós! Por toda a Igreja, para que, fiel a sua missão, semeie com abundância no mundo a verdade de Cristo, roguemos ao Senhor.
2. OUVIR, acolher e viver a Palavra do Senhor! Para que nossos ouvidos não se tornem surdos aos apelos divinos e nosso coração seja acolhedor de sua Palavra salvadora, roguemos ao Senhor.
3. A VERDADE do Reino não pode ser contida! Para que, buscando a verdade do Reino de Deus, superemos nosso absolutismo e creiamos na verdade de Cristo, roguemos ao Senhor.
4. O REINO cresce silenciosamente! Para que os pequenos gestos de bondade e de caridade e os trabalhos carregados de amor, realizados no silêncio, façam germinar a vida e a paz no mundo, roguemos ao Senhor.
5. O REINO de Deus está entre nós mesmos, disse Jesus! Para que redescubramos a alegria de pertencer ao Reino do céu, vivendo em comunidade e sendo cristãos comprometidos no mundo, roguemos ao Senhor.

— Pai de bondade, vossa Palavra de vida, que nos ensinou a grandeza do Reino, desperte-nos para viver vossos mandamentos e acolher vosso Reino como herança. Por Cristo, nosso Senhor.
— Amém.

O Divórcio

O Divórcio

Você também acredita que a proibição do divórcio é um preconceito que uma Igreja caduca quer impôr aos fiéis? Não, não é a Igreja que é contra o divórcio. A Igreja apenas é coerente, firme e fiel com a sua missão evangelizadora que Jesus a vocacionou. Na verdade, quem é contra o divórcio é Jesus Cristo que disse:
"Todo aquele que repudiar a sua mulher e desposar outra, comete adultério contra a primeira. E, se essa repudiar o seu marido e desposar outro, cometerá adultério." (Mc 10,11)
"Todo aquele que repudiar a sua mulher e desposar outra, comete adultério. E, quem desposar uma repudiada por seu marido, cometerá adultério." (Lc 16,18)
"Todo aquele que rejeita sua mulher, exceto em caso de "pornéia", e esposa uma outra, comete adultério. E aquele que esposa uma mulher rejeitada, comete também adultério." (Mt 19,9)
"Todo aquele que repudia sua mulher, exceto por motivo de "pornéia", faz que ela adultere. E aquele que se casa com a repudiada, comete adultério." (Mt 5,32)
E quem também é contra o divórcio, é todo o NT que insiste:
"Aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido. Se, porém, se separar, que fique sem se casar, ou que se reconcilie com seu marido. Igualmente, o marido não repudie sua mulher." (1Cor 7,10-11)
"A mulher casada está ligada ao marido enquanto ele vive; se o marido vier a falecer, ela ficará livre da lei do marido. Por isso, estando vivo o marido, ela será chamada adúltera, se for viver com outro homem. Se, porém, o marido morrer, ela ficará livre da lei, de modo que, passando a ser de outro homem, não será adúltera." (Rm 7,2s)
Como se vê, não se admite exceção para novas núpcias nem mesmo em favor da parte repudiada, que pode ser vítima inocente. As razões pessoais, subjetivas e sentimentais não vêm ao caso. Trata-se de impossibilidade objetiva, independente de culpa ou não culpa dos contraentes. O matrimônio, por sua índole mesma, é indissolúvel. Jesus mesmo diz:
"O que Deus uniu, o homem não o deve separar." (Mt 19,6)
Portanto, se você é a favor do divórcio, não critique a Igreja. Antes de mais nada, critique Jesus, critique a Bíblia, critique Deus por ter proibido o divórcio. A Igreja apenas evangeliza conforme o ensinamento de Jesus. Por isso, quem abandona seu conjugue e vive com outra pessoa como marido e mulher, vive em pecado grave pois desobedecem a própria ordem dada por Jesus, escrito na Bíblia. Por isso, não podem comungar, pois vivem em pecado.
Mas Jesus não disse que havia excessão, no caso de "pornéia"? Sim. Mas o que é "pornéia" (termo grego)? Há quem o traduza por "adultério". Assim, estaria dissolvido o casamento desde que uma das duas partes incorresse em adultério. É assim que pensam e ensinam as comunidades cristãs ortodoxas orientais e a maioria das denominações protestantes. Todavia observe-se que fornicação ou adultério suporia, em grego, "moichéia" e não "pornéia".
Porém, não é assim que a Igreja Católica entende esta passagem. Veja como Dom Estevão Bettencourt explica a excessão aberta por Jesus, ou seja, a "pornéia":
"A cláusula de Mt 5,32 e 19,9 ("a não ser em caso de PORNÉIA") se traduzida por "a não ser em caso de adultério", reconhece um caso de separação legítima, mas não de segundas núpcias, pois logo acrescenta que quem se casar com a repudiada cometerá adultério. Muito provavelmente, porém, os textos de Mt 5,32 e 19,9 traduziram por "pornéia" (em grego) o termo aramaico "zenut", que significa união incestuosa. No caso, compreende-se que a separação seja não somente tolerável, mas desejável. O evangelista teria se referido a "zenut", pois este termo significa a união ilegítima por motivo de parentesco proibido pela Lei de Moisés (cf. Lv 18,1-24)."
Portanto, a Igreja entende a excessão "pornéia" como tradução do aramaico "zenut", ou seja, uniões ilícitas. Esta interpretação é coerente com At 5,20.29; 21,25, onde o termo "pornéia" volta a aparecer quando os apóstolos determinam aos pagãos que respeitem apenas 4 costumes judeus, sendo um deles que se abstivessem das uniões incestuosas (abstivessem da "pornéia"). Ora, uma vez convertidos, os fiéis pagãos com suas uniões incestuosas deviam escandalizar os judeus-cristãos, acostumados as leis de Moisés. Daí a ordem dos apóstolos para que os pagãos respeitassem alguns costumes judaicos, tal como abster-se de uniões incestuosas.
Observe que em At 5,20.29; 21,25, o termo "pornéia" significa, certamente, "união incestuosa" e não "adultério", pois não haveria necessidade dos apóstolos se reunirem para ordenar que os pagãos evitassem o adultério, pois isto era óbvio. Porém, quanto às uniões incestuosas dos pagãos, a solução não era tão óbvia, fazendo-se necessário a convocação do Concílio de Jerusalém para determinar sobre este assunto e demais questões controversas. A questão das uniões envolvendo pagãos era tão delicada, que Paulo em 1Cor 7 vai tratar das uniões de cristão com pagão, afirmando que não tem mandamento do Senhor sobre o assunto.
Portanto, no caso de "pornéia", não houve matrimônio ou a cerimônia matrimonial não era válida. Tal pessoa pode viver novas núpcias porque jamais teve um matrimônio válido, simplesmente coabitou ilicitamente com um(a) companheiro(a).
Veja os casos atuais de cerimônias matrimoniais inválidas na matéria: Quando o Matrimônio é Nulo?
Dirá o irmão: "Então quer dizer que o casamento é indissolúvel? Mas, na prática, isso é quase impossível para muitos casais! Quem poderá suportar este fardo?" Querido irmão, esta sua aflição não é apenas sua. É também de todos, porque humanamente parece impossível vivenciá-la. Esta foi também a aflição dos discípulos, veja o que disseram pra Jesus:
"Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar." (Mt 19,10)
Jesus responde, no entanto, que nem todos conseguem viver no celibato. Na sequência, Jesus propõe outras orientações rígidas que parecem impossíveis de serem vividas, tal como a indissolubilidade do matrimônio. Perplexos, eles voltam a insistir com Jesus: "Mestre, quem poderá então salvar-se?" (Mt 19,25). E Jesus lhe respondeu:
"Aos homens isto é impossível, mas para Deus tudo é possível." (Mt 19,26)
Portanto, irmão, não se aflija por não conseguir compreender. Nem se preocupe em dar uma resposta a quem lhe perguntar: "Como pode ser possível uma relação matrimonial indissolúvel?", porque nem mesmo Jesus a deu quando questionado. Ao contrário, Jesus reconheceu que aos homens isto é impossível, mas não para Deus. Depois de olhar os casais que completam bodas de prata, bodas de ouro e morreram idosos tendo 1 único cônjugue ao longo de toda sua vida, apenas aceite que esta é a ordem de Jesus e acredite que "para Deus nada é impossível".
Antes de terminar, uma sugestão àqueles que atualmente estão divorciados vivendo com estabilidade numa segunda família e, por isso, não podem comungar o Corpo e Sangue de Nosso Senhor por estarem em pecado mortal.
É extremamente complicado para uma pessoa renunciar a sua segunda (ou terceira, quarta, ...) união, pois há toda uma estrutura estável já montada (filhos, finanças, relações familiares, etc.) para que possa voltar a ter plena comunhão com a Igreja.
O que fazer neste caso? Não há solução simples. Qualquer decisão tomada (renunciar à comunhão com a Igreja ou renunciar à união ilícita), trará consequências traumáticas. Porém, há um caminho bem menos traumático, embora continue a exigir um duro sacrifício pelo erro cometido no passado. Entre 2 extremos que beiram o impossível, ou seja, optar entre abandonar toda a estável estrutura familiar atual ou abandonar a comunhão com a Igreja e com o Corpo de Cristo, sabendo nós que "quem não comer da Minha Carne e não beber do Meu Sangue não tem a Vida Eterna" (Jo 6,53), entre estas 2 opções, há um caminho difícil, porém, que nos permite não abandonar toda a atual estrutura familiar nem a comunhão com Deus e com a Igreja.
Este caminho, difícil mas não impossível, é o casal de união ilícita conviver debaixo do mesmo teto, mantendo toda a estrutura familiar, mas numa relação semelhante a de irmãos, vivendo no celibato. Por mais difícil que possa ser viver o celibato (ainda mais nesta situação), o casal pode encará-lo como uma justa penitência pelos erros cometidos no passado, e também como participação no sacrifício de Cristo que sofreu pelos pecados da humanidade.
Lembre-se também dos mártires, que para manter a comunhão com Deus e com a Igreja sofreram mortes violentas, jogados aos leões, fervidos em óleo, enforcados, jogados ao mar, queimados na fogueira, enfim, sofreram as mais absurdas dores, quando bastaria que negassem o senhorio de Jesus para se livrarem da morte e dos cruéis sacrifícios. Se eles, inocentes, optaram por destino tão cruel para não perderem a comunhão com Deus e com a Igreja, porque nós, nem tão inocentes quanto eles, não conseguiremos viver o sacrifício do celibato para voltarmos a comunhão com Deus e com a Igreja? Os mártires optaram pelo sacrifício sem terem culpa alguma, muito pelo contrário. Mas os divorciados recasados fariam tal sacrifício para corrigir o seu próprio erro cometido no passado.
Além do mais, Jesus e Paulo insistem no valor do celibato como meio de crescimento na vida espiritual. Desta forma, tal sacrifício terá, em compensação, esta grande vantagem. É uma opção para quem deseja manter a estável estrutura familiar na qual encontra-se inserido e reconquistar a comunhão com Deus e com a Igreja.
Se você, porém, for a favor do divórcio, saiba que você não está se opondo a Igreja, mas sim, está contradizendo e se opondo a Jesus Cristo e à Bíblia.


Claudio Augusto

SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2009


12 de junho de 2009 — Sexta-feira
10a Semana Comum
Formulário do 10° Domingo Comum
(Cor Verde)


Jesus ensina-nos a radicalidade do amor, daquele amor que vem de dentro, do coração de Deus. Os homens, com suas interrogações ou interpretações, não entendem o amor verdadeiro ou dele se afastam. Quem se aproxima verdadeiramente desse amor, torna-se livre e vive em paz. Por isso, Jesus fala além daquilo que os homens compreendem sobre o amor, para que o vivam com maior profundidade. As palavras de Jesus são hoje para todos nós.


Deus nos fala

A grandeza da missão e a força da pregação são tesouros verdadeiros, mas guardados em vasos de argila muito frágeis.Quando o evangelho é vivido autenticamente, ele atinge todas as dimensões da vida, atinge a pessoa inteira. Ele é força transformadora que nos leva à comunhão de vida e de amor.


Primeira Leitura (2Cor 4,7-15)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos, 7trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós. 8Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos entre os maiores apuros, mas sem perder a esperança; 9perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados; 10por toda a parte e sempre levamos em nós mesmos os sofrimentos mortais de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossos corpos.
11De fato, nós, os vivos, somos continuamente entregues à morte, por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifestada em nossa natureza mortal. 12Assim, a morte age em nós, enquanto a vida age em vós. 13Mas, sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós também cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também com Jesus e nos porá a seu lado, juntamente convosco. 15E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus.

— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.


Responsório (Sl 115,10-18)

— Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.
— Oferto ao Senhor um sacrifício de louvor.
— Guardei a minha fé, mesmo dizendo: “É demais o sofrimento em minha vida!” Confiei, quando dizia na aflição: “Todo homem é mentiroso! Todo homem!”
— É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos. Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão!
— Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido.


Aclamação (Fl 2,15-16)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Como astros no mundo brilheis, pregando a Palavra da vida!


Evangelho (Mt 5,27-32)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 27“Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com o desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno.
31Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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